1. Dom Dinis (1261-1325)
  2. Luis Vaz de Camões (1524-1580)
  3. Camilo Castelo Branco (1825-1890)
  4. António Nobre (1867-1900)
  5. Alberto Osório de Castro (1868-1946)
  6. Eugénio de Castro (1869 -1944)
  7. Alberto de Oliveira (1873-1940)
  8. Teixeira de Pascoaes (1877-1952)
  9. Fernando Pessoa (1888-1935)
  10. Mário Saa (1893 — 1971)
  11. Florbela Espanca (1894 — 1930)
  12. António de Sousa (1898 — 1981)
  13. Vitorino Nemésio (1901 — 1978)
  14. Miguel Torga (1907-1995)
  15. Carlos de Oliveira (1921-1981)
  16. Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
  17. Eugénio de Andrade (1923-2005)
  18. Natália Correia (1923-1993)
  19. David Mourão-Ferreira (1926-1996)
  20. Manuel Alegre (1936-)
  21. Rui Caeiro (1943-2019)
  22. Mário de Carvalho (1944—)
  23. José Amaro Dionísio (1947-)
  24. Al Berto (1948-1997)
  25. Daniel Faria (1971-1999)
  26. Herberto Helder (1930-2015)
  27. António Barahona da Fonseca (1939-)
  28. Vasco Pereira da Costa
  29. José Ribeiro Ferreira
  30. José de Sousa Saramago (1922-2010)
  31. Manuel Silva-Terra (1955—)
  32. Abel Neves (1956—)
  33. Valter Hugo Mãe (1971—)
  34. José Luis Peixoto (1974—)
  35. Cláudia Lucas Chéus (1978—)
  36. Matilde Campilho (1982—)

Dom Dinis 🇵🇹 (1261-1325) nada menos que o 6º rei de Portugal, filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, nasceu a 9 de outubro de 1261 e faleceu em 1325. Aclamado em 1279, foi um dos mais longos reinados da história de Portugal. Deu um grande impulso à cultura, tornando oficial o uso da língua portuguesa, e fundando em Lisboa, em 1290, um Estudo Geral. Mandou traduzir importantes obras e foi, ele próprio, um destacado poeta.


Luis Vaz de Camões 🇵🇹  (supostamente 1524-1580) e morreu em Lisboa. Soldado e poeta, viveu uma vida plena de aventuras a serviço do reino português batendo-se contra mouros, beduínos e outros inimigos da Coroa. Frequentou a corte de D. João III, onde, conta-se, fazia muito sucesso com as mulheres. Viajante emérito, seguiu para o Marrocos, onde perdeu o olho direito numa batalha contra os mouros. Na costa da Conchinchina, naufragou e perdeu sua Dinamene, mas conseguiu salvar os originais do seu futuramente épico Os Lusíadas. Enorme talento para relatar suas experiências como amante e aventureiro. Escreveu o poema-símbolo da língua portuguesa que relata a grande saga dos “descobrimentos”. Ficou célebre também pelos seus sonetos, considerados obras-primas pelo apuro poético e rigor da métrica.


Camilo Castelo Branco 🇵🇹 (1825-1890) um dos maiores escritores portugueses do século XIX. Amor de Perdição foi sua novela mais importante. Suas novelas passionais fazem do escritor o representante típico do Ultra Romantismo em Portugal. Foi um dos primeiros escritores portugueses a viver exclusivamente do que escrevia. Recebeu o título de Visconde concedido pelo rei de Portugal, D. Luís I.


António Nobre 🇵🇹 (1867-1900) nasceu no Porto, estudou Direito em Coimbra, onde conheceu Alberto de Oliveira, sendo um dos fundadores do movimento Simbolista. Vai para Paris, mas a tuberculose o impede de exercer o cargo de cônsul. Viajou entre Lisboa, Porto, Suíça e Madeira, procurando uma cura para a doença. Morreu na Foz do Douro com apenas 32 anos de idade. É autor do livro , “o mais triste que há em Portugal”, segundo as suas próprias palavras. Habitou uma torre da muralha medieval da cidade, que assim ficou conhecida como “Torre de Anto”.


Alberto Osório de Castro 🇵🇹 (1868-1946) foi um político e Ministro da Justiça Português para além de juiz e poeta. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Na Poesia publicou Exiladas (1895), Flores de Coral (1908), O Sinal da Sombra (1923). Esteve ligado à revista Boémia Nova, com o poeta António Nobre, e Os Insubmissos, ao lado de Eugénio de Castro e Alberto de Oliveira, para além do jornal Novo Tempo, onde publicou poemas do seu amigo Camilo Pessanha.


Eugénio de Castro 🇵🇹 (1869 -1944) nasceu e morreu em Coimbra. Licenciado na Faculdade de Letras, foi seu professor e diretor. Considerado o fundador do Simbolismo na literatura portuguesa, polemizou com António Nobre e Alberto de Oliveira. Oaristos é o seu livro mais famoso. Cristalizações da Morte (1884), Per Umbram (1887), Saudades do Céu (1899), Constança (1900), A Sombra do Quadrante (1906), A mantilha de Medronhos (1923).


Alberto de Oliveira 🇵🇹 (1873-1940) foi um poeta português nascido no Porto, frequentou a Universidade de Coimbra, onde conheceu António Nobre e Eugénio de Castro. Das polêmicas literárias desses tempos, nasceram os movimentos simbolista e decadentista. Palavras Loucas é a sua obra mais conhecida. É considerado o fundador do neogarrettismo, defendendo, sob a inspiração literária de Almeida Garrett, o nacionalismo e a recuperação da literatura popular, bem como o abandono de modelos culturais estrangeiros.


Teixeira de Pascoaes 🇵🇹 (1877-1952) pseudônimo de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, nascido em Amarante, foi um poeta, escritor e filósofo português e um dos principais representantes da Renascença e do Saudosismo. De família da aristocracia rural, foi uma criança introvertida e sensível, propensa à contemplação nostálgica. Em 1901 se forma em Direito pela Universidade de Coimbra, mas não participa da boemia coimbrã, passando o seu tempo, monasticamente, no quarto, a ler, a escrever e a refletir. Teve muitos contatos no exterior e foi um bibliografista notável. Publicou, entre outros, O Doido e a Morte (1913), Elegia da Solidão (1920), Versos Pobres (1949). 


Fernando Pessoa 🇵🇹 (1888-1935) foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura central do Modernismo português. Nascido em Lisboa. Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que expressa reflexões sobre seu “eu profundo”, suas inquietações, sua solidão e seu tédio. Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo, criou heterônimos – poetas com personalidades próprias que escreveram sua poesia. Autor de Mensagem, Livro do Desassossego e muitos outros escritos.


Mário Saa 🇵🇹  (1893-1971) foi um poeta português nascido em Caldas da Rainha, vindo a falecer em Avis, no Alentejo, de onde era originária a sua família. Foi onde viveu a maior parte da sua vida, numa grande propriedade familiar. Frequentou vários cursos que nunca concluiu, desenvolvendo a sua atividade cultural em muitos domínios, desde a arqueologia à poesia. O anti-semitismo é uma das facetas menos divulgadas do seu pensamento. Como poeta, frequentou as principais tertúlias do seu tempo, publicando nas revistas mais famosas, entre elas a Presença.


Florbela Espanca 🇵🇹 (1894 — 1930) batizada como Flor Bela Lobo, e que opta por se autonomear Florbela d’Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas 36 anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo. Há uma biblioteca com o seu nome em Matosinhos.


António de Sousa 🇵🇹 (1898-1981) foi um poeta português nascido no Porto, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, colaborou em diversas revistas literárias. A sua poesia revela influência de António Nobre. Trabalhos mais importantes: Caminhos, Sete Luas, O Náufrago Perfeito, Jangada, Livro de Bordo, Linha de Terra, Terra ao Mar.


Vitorino Nemésio 🇵🇹 (1901-1978) foi um poeta português nascido em Ilha Terceira. Estudou Direito em Coimbra, trabalhando na Imprensa da Universidade, antes de se transferir para a Faculdade de Letras, onde se licenciaria em Românicas. Foi professor universitário em Lisboa. Viajado e irreverente, correspondeu-se com algumas importantes figuras da cultura europeia. Como romancista, o seu trabalho mais notável é Mau Tempo no Canal. Como poeta, citam-se os seguintes títulos: Festa Redonda, Nem Toda a Noite a Vida, O Pão e a Culpa, O Verbo e a Morte, O Cavalo Encantado, ou Canto da Véspera. Ficou ainda famoso por um programa que apresentava na RTP, chamado Se bem me lembro!


Miguel Torga pseudônimo de Adolfo Correia Rocha 🇵🇹 (1907-1995) foi um poeta português nascido em S. Martinho de Anta, viveu no Brasil durante a infância, vindo a licenciar-se em Medicina, em Coimbra, onde passou a viver. Foi autor de peças dramáticas e ficcionista, além de poeta.  Estreou-se com Ansiedades, destacando-se no domínio da poesia com Orfeu Rebelde, Cântico do Homem, bem como através de muitos poemas dispersos pelos 16 volumes do seu Diário. Recebeu o Prémio Camões em 1989 e o prêmio Vida Literária (da Associação Portuguesa de Escritores) em 1992.


Carlos de Oliveira 🇵🇹 (1921-1981) nasceu em no Pará, filho de portugueses emigrados no Brasil. Aos dois anos regressou a Portugal. Na cidade que o acolheu, Coimbra, participou do Novo Cancioneiro, do movimento Neorrealista, de que viria a ser uma das vozes. Colaborou nas revistas Altitude e Seara Nova, e dirigiu a revista Vértice. Começou a destacar-se com a poesia – Mãe Pobre (1945), Micropaisagem (1968), Pastoral (1977), entre outros. Constante depuração da escrita e pelo questionamento do gesto autoral, levando-o a corrigir e reescrever quase todos os seus trabalhos até ao final da vida: romances Casa na Duna (1943), Pequenos Burgueses (1948), Uma Abelha na Chuva (1953) ou Finisterra (1978).


Agustina Bessa-Luís 🇵🇹 (1922-2019) nasceu próximo de Amarante. Concluídos os estudos, fixa-se no Porto, edita sua primeira obra Mundo Fechado (1949). Depois, A Sibila coloca definitivamente o seu nome entre os maiores da literatura contemporânea, cristalizando o seu estilo e as principais referências do seu imaginário, nomeadamente a relação com o espaço geográfico da região duriense. Entre outras, merecem destaque obras como As Fúrias, Meninos de Ouro, Corte do Norte, O Princípio da Incerteza. Paralela à criação literária,  desempenhou ainda funções institucionais, como a direção do jornal “O Primeiro de Janeiro”, ou diretora do Teatro Nacional D. Maria II. A escritora que de si própria dizia ser “muito conhecida, mas pouco lida” acabaria por se retirar durante mais de dez anos da vida pública por razões de saúde.


Eugénio de Andrade pseudónimo de José Fontinhas 🇵🇹 (1923-2005) foi um poeta português nascido em Póvoa de Atalaia, no Fundão. Tem uma biblioteca com o seu nome na cidade. Em 1943 mudou-se para Coimbra. Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares do lume (1998). Em prosa, publicou Os afluentes do silêncio (1968), Rosto precário (1979) e À sombra da memória (1993).


Natália Correia 🇵🇹 (1923-1993) foi uma poetisa, ficcionista, autora dramática e ensaísta portuguesa, nascida nos Açores. Conhecida pela sua irreverência, distinguiu-se igualmente na vida política, tendo sido deputada. Assinou uma série de programas televisivos Mátria que a projetaram junto do grande público. A sua obra poética completa foi publicada em 1999, num volume com mais de 600 páginas.


David Mourão-Ferreira 🇵🇹 (1926-1996) nasceu em Lisboa. Licenciado pela Universidade de Lisboa, onde foi professor catedrático, foi Secretário de Estado da Cultura e diretor do jornal A Capital, já desativado. Foi um dos responsáveis pelas bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi ensaísta, romancista, poeta, crítico literário e tradutor. Vencedor de vários prêmios literários, de entre a poesia destacam-se: A Secreta Viagem, Do Tempo ao Coração», Cancioneiro do Natal, Matura Idade e Ode à Música.


Manuel Alegre 🇵🇹 (1936—) nasceu em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, tendo-se distinguido na oposição ao Estado Novo, vivendo exilado em Paris e na Argélia. Após o 25 de abril, regressou a Portugal, militando no PS, distinguindo-se em diversos momentos da vida política. Foi candidato à Presidência da República em 2006. A sua obra é extensa e traduzida em várias línguas.

 


Rui Caeiro 🇵🇹 (1943-2019) foi um escritor português nascido em Vila Viçosa, tendo sido um dos principais autores, tradutores e editores literários independentes em Portugal. Concluiu uma licenciatura em direito pela Universidade de Lisboa. Obras: Deus, sobre o magno problema da existência de Deus (1988), Sobre a nossa morte bem muito obrigado (1989), Livro de Afectos (1992), Quarto Azul e outros poemas (2011), Deus e Outros Animais (2015), Diálogos Marados/Um Maluco Vem Pousar-me Na Mão (2018).


Mário de Carvalho 🇵🇹 (1944—) nasceu em Lisboa, fez Direito e viu o serviço militar interrompido pela prisão. Desde muito cedo ligado aos meios da resistência contra o salazarismo, foi condenado a dois anos de cadeia, tendo de se exilar após cumprir a maior parte da pena. Depois da Revolução dos Cravos, em que se envolveu intensamente, exerceu advocacia em Lisboa. O seu primeiro livro, Contos da Sétima Esfera, causou surpresa pelo inesperado da abordagem ficcional e pela peculiar atmosfera, entre o maravilhoso e o fantástico.


José Amaro Dionísio 🇵🇹 (1947-) Nasceu em Faro. Repórter em vários países, sucessivamente expulso dos media por onde foi passando ao longo de 40 anos, publicou dois outros livros de jornalismo, Massacres na Guerra Colonial – Tete, um exemplo (1976), O Discurso do Poder, (1978), O Nome do Mundo, Vidas Caídas.


al-bertoAl Berto 🇵🇹 (1948—1997) pseudônimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, nasceu em Coimbra, foi um poeta, pintor, editor e animador cultural português. Existe uma escola secundária com o seu nome em Sines. À Procura do Vento num Jardim d’Agosto (1974), Uma Existência de Papel (1985), O Medo (1986), O Anjo Mudo (1993), Horto de incêndio (1997). Em mais de vinte anos de atividade literária, a expressão poética distingue-se pela agressividade (lexical, metafórica, da construção do discurso) com que responde à disforia que cerca todos os passos do homem num universo que lhe é hostil. É no próprio sofrimento, na sua violenta exaltação, na capacidade de o tornar insuportavelmente presente (nas imagens de uma cidade putrefacta, na obsidiante recorrência da morte e do mal, sob todas as suas formas) que a palavra encontra o seu poder exorcizante, combatendo o mal com o mal.


Herberto Helder de Oliveira 🇵🇹 (1930-2015) foi um poeta português, considerado o “maior poeta português da segunda metade do século XX” e um dos mentores da Poesia Experimental Portuguesa.


António Barahona da Fonseca 🇵🇹 (1939—) estudou Letras em Lisboa, influenciado pelo surrealismo, pertenceu ao chamado Grupo do Café Gelo, colaborou na Poesia Experimental. Converteu-se ao islamismo, e suas obras exploram os domínios do sonho e do misticismo e revelam religiosidade explícita. No seu anarquismo poético mescla elementos cristãos, islâmicos e hinduístas. Com tendência forte para a provocação, a obra Alicerces dos Telhados de Cristal colocou-o ao lado de quem atacava Salman Rushdie. Considera crime o aborto, a laicidade e pluralismo religioso na Europa. Foi casado com a escritora Luiza Neto Jorge e depois com a atriz Eunice Muñoz. Guerreiro, carrasco e poeta, diz ele.


Daniel Faria 🇵🇹 (1971—1999) nasceu em Baltar, Paredes, poeta beneditino, precocemente falecido aos 28 anos de idade, quando estava prestes a concluir o noviciado no Mosteiro Beneditino de Singeverga. Frequentou o curso de Teologia na Universidade Católica Portuguesa – Porto, em 1996. No Seminário e na Faculdade criou gosto por entender a poesia e dialogar com a expressão contemporânea. Licenciou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.


Vasco Pereira da Costa 🇵🇹 Natural de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, e vive em Coimbra desde 1966, onde se licenciou na Faculdade de Letras em Filologia Românica. Publicou Nas Escadas do Império, Amanhece a Cidade, Venho cá mandado do Senhor Espírito Santo, Memória Breve, Riscos de Marear, Sobre-Ripas/Sobre-Rimas, Terras e My Californian Friends. Em 1984, recebeu o Prémio Literário Miguel Torga.


José Ribeiro Ferreira 🇵🇹 ( —) Nascido em Santo Tirso, é professor catedrático jubilado na Faculdade de Letras de Coimbra. Tem mais de uma centena e meia de trabalhos publicados – entre livros, artigos em revistas e enciclopédias. No domínio da poesia é autor de Ulisses sem Feaces, Os Olhos no Presente, Pesa o Momento a Eternidade, Telhas de Outro Alpendre, A Outra Face do Labirinto.


José de Sousa Saramago 🇵🇹 (1922—2010) nascido em Azinhaga, Golegã, foi o escritor português galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. Através de parábolas sustentadas pela imaginação, compaixão e ironia, nos permite apreender continuamente uma realidade fugidia.


Manuel Silva-Terra 🇵🇹 (1955—) nasceu em Orvalho, localidade do concelho de Oleiros. Estudou Filosofia na Universidade de Coimbra. Destacou-se como poeta e editor da Editora Licorne. Fragmentos, Campos Magnéticos, Condomínio, ou Lira, o seu último livro, são algumas das suas obras. Reside em Évora onde é professor do ensino secundário.


Abel Neves 🇵🇹 (1956 -) é um poeta, dramaturgo e romancista português nascido em Montalegre, com vasta obra literária, escreve desde romances e poesia a textos para cinema e televisão. Em poesia: Eis o amor a fome e a morte (1998), Quasi Stellar (2013), Úsnea (2015), Escuro celeste dos olhos (2019). Em 2009, recebeu o prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva com Jardim suspenso e foi distinguido com o prêmio Autores 2014 pelo Melhor Texto Português Representado, Sabe Deus pintar o Diabo.


Valter Hugo Mãe 🇵🇹 (1971—) nome artístico do escritor português Valter Hugo Lemos, nascido em Angola. Além de escritor é editor, artista plástico, apresentador de televisão e cantor. Sua obra está traduzida em várias línguas, merecendo um prestigiado acolhimento. Publicou sete romances: Homens imprudentemente poéticos; A desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis; o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino.


José Luís Peixoto 🇵🇹 (1974—) nasceu em Galveias e é um dos destaque da literatura portuguesa contemporânea. Em 2001, ganhou o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Com Livro, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído ao melhor romance europeu publicado no ano anterior, e no Brasil, o Prêmio Oeanos com Galveias. Publicou Dentro do Segredo, Uma viagem na Coreia do Norte (2012), sua primeira incursão na literatura de viagens. Seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas. As suas mais recentes obras são Autobiografia (2019), prosa, e Regresso a Casa (2020), poesia.


Cláudia Lucas Chéus 🇵🇹 (1978—) é escritora, cronista, contista, poeta, dramaturga e argumentista. Tem mais de uma dezena de livros publicados. Prof.ª na Universidade de Évora e na Escola Superior de Comunicação Social.


Matilde Campilho 🇵🇹 (1982—) é uma escritora e poetisa portuguesa nascida em Cascais. Durante três anos publicou alguns poemas em jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em 2014 saiu o seu primeiro livro, Jóquei. O segundo, Flecha (2020).